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Gênio

Claude Lévi-Strauss.

04/novembro/2009


Por: Taste

    
Considerado um dos grandes pensadores do século XX, Claude Lévi-Strauss (nascido em Bruxelas, em 28/11/1908) foi o fundador do estruturalismo, teoria que revolucionou a abordagem sobre as relações sociais. O antropólogo e etnólogo que faleceu no último dia primeiro, chegou a fazer parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre, e recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira por ter modificado de maneira decisiva os conceitos filosóficos e antropológicos de sociedade e, no mais recente dele, em 2005, declarou: "Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele".

Depois de estudar filosofia na Sorbonne, Strauss foi convidado para ministrar aulas na então recém fundada Universidade de São Paulo de 1935 e 1938. Depois de ocupar por três anos a cadeira da sociologia, ele realizou uma viagem de um ano pelo Brasil central com Dina Dreyfus, sua então esposa que também era etnóloga. Nas expedições, ele passou um tempo com os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, o que foi importante para orientá-lo como profissional de de antropologia.

A experiência no país teve como resultado o livro "Tristes Trópicos", lançado em 1955, e um de seus principais trabalhos. No livro, considerado sua autobiografia intelectual, Strauss conta que descobriu sua vocação como antropólogo durante as viagens brasileiras. Pai do estudo estruturalista, Strauss teve influência decisiva na sociologia, filosofia, história e literatura, tudo explorando os mecanismos escondidos da cultura. Ele também é considerado um precursor da ecologia e o mestre da antropologia moderna.

Quando retornou à França, foi convocado para a Segunda Guerra Mundial, mas foi dispensado um ano depois por conta de sua ascendência judaica. No início dos anos 40 ele se mudou para os Estados Unidos, onde ministrou aulas na New School for Social Research, em Nova York. Na década de 50, retornou a Paris, onde foi diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études até 1974. Ele também lecionou antropologia social no Collège de France, até 1982, ano de sua aposentadoria. Um dos principais pontos de suas teorias foi a igualdade entre a mente selvagem e a mente civilizada, rejeitando a visão ocidental como única e privilegiada. Strauss faleceu no dia 1/11/2009, e deixou para trás um legado de integridade, sabedoria e humildade.


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