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Estrela dos Balcãs

Garrafa de Slivovitz incolor.

jul/2009


Por: Ennio Federico

    
Slivovitz é um nome quase desconhecido no Brasil, porém é uma bebida muito consumida e apreciada principalmente na República Checa, Croácia, Eslovênia, Sérvia e países bálticos. É uma bebida forte, normalmente incolor, obtida pela destilação do suco fermentado de ameixas azuis. Envelhecida em barricas de carvalho, a graduação alcoólica varia entre 40% e 51%, mas às vezes pode chegar até 70%! Muito aromática, tem sabor frutado e ligeiramente amendoado devido aos caroços da ameixa. A Slivovitz - Slivovice na Republica Checa - é normalmente servida na temperatura ambiente após o jantar em pequenas taças de cristal. Na Sérvia é a bebida nacional, onde cerca de 500 toneladas anuais de ameixas são utilizadas para seu preparo.

A história dessa bebida tem mais de 400 anos. No início do século 18 alguns habitantes de Vizovice iniciaram a produção dessa eau-de-vie depois de concluírem que ameixas eram adequadas para a produção de uma aguardente de qualidade. Bem mais tarde, em 1894, a superprodução de ameixas motivou fazendeiros locais a estabelecer uma das primeiras destilarias para sua elaboração. Pelo método tradicional, as ameixas bem maduras são colocadas em barricas de carvalho, onde fermentam por alguns meses. Esse mosto é depois duplamente destilado em alambiques de cobre. As ameixas utilizadas são azuis e pequenas, cultivadas em vastos e ricos pomares na Europa Oriental e nos Balcãs. Além da Slivovitz incolor, também existe o tipo Gold cujo aroma se assemelha ao do Cognac. Os tons dourados são adquiridos por chips de carvalho Limousin mantidos imersos por muito tempo na bebida já pronta.

A colheita das ameixas também pode ser um evento familiar. Quando as frutas estão maduras, os galhos são sacudidos para que caiam. Depois de apanhadas são levadas para casa e colocadas em vasilhames. Espremidas com cuidado para evitar a quebra dos caroços, a fermentação ocorre naturalmente e continua por alguns meses até produzir um rico mosto de fruta fermentada. O próximo passo é levar esse "purê" para a destilaria local, o que acontece anualmente a partir do mês de novembro. Algumas pessoas destilam em casa, mas isso é ilegal em alguns países e pode ser perigoso, pois o resultado pode conter álcool metílico. O mosto quase sempre é destilado duas vezes - em algumas destilarias até três - primeiro em grandes cubas e depois em outras menores. O resultado é um líquido incolor com teor alcoólico de 51% depois de reduzido com água. É uma eau-de-vie pura, com nítido aroma de ameixa, servindo até para fins medicinais, mas extremamente potente como bebida.

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www.musagro.com.br



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