Queridinho da vez

Durante a última temporada de desfiles, comentava-se o interesse
do Gucci Group em investir em uma maison exclusiva para Ghesquière
27/março/2002
Por Alicia Assine
Considerado o darling da vez pela imprensa internacional, Nicolas Ghesquière é certamente o nome mais comentado atualmente nos bastidores do grande circo da moda. À frente da maison Balencianga desde 1997, Ghesquière teve o mérito de reeguer a reputação da grife, que andava um tanto em baixa, tornando-a uma das maiores referências do setor. Seguindo a máxima do mestre Cristobal Balenciaga de priorizar cortes e acabamentos perfeitos, o estilista não só alavancou o prestígio da marca como também saciou a sede de um mercado ávido por novidades. Redefinindo a silhueta feminina, experimentando novas proporções ou desconstruindo o básico, Ghesquière foi nomeado o novo Messias da moda.
Nascido em Londres, em 1971, Nicolas começou a exibir seus talentos já aos onze anos ao esboçar modelos inspirados nas imagens das revistas de moda de sua mãe. Encorajado por seus pais, quatro anos depois sua ascendente ambição o levou a enviar alguns exemplares de seus desenhos a marcas de grande reputação. Em alguns dias, representantes da parisiense Agnès B o contratavam para um intercâmbio de verão. Ainda em Paris estagiou com Corinne Cobson, abandonando a escola para trabalhar com Jean Paul Gaultier, a quem credita grande parte de seu aprendizado. Mas é em 1995 que tem início seu rentável affair com Balenciaga. Contratado para desenvolver uma linha de produtos licenciados da marca, o jovem logo começou a atrair as atenções. Em 1997, com a saída de Josephus Thimister após uma coleção desastrosa, seu nome finalmente veio `a tona. O que se viu depois foi uma escalada de sucesso e de vendas que culminou com o reconhecimento da imprensa durante a temporada de 2001. Suzy Menkes, a legendária colunista do Herald Tribune, comentou `a época: "está nascendo um legítimo príncipe herdeiro da complexidade na moda".
Durante a última temporada outono/inverno internacional, Ghesquière foi novamente o centro dos comentários. Trocou Paris por Nova York e apresentou um desfile conciso, de apenas 28 looks.
Para conferir alguns destaques, clique na imagem abaixo: